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Tudo o que foi difícil falar em 2025 eu falei nos meus livros


Em cada romance que escrevi nesse ano, encontrei uma verdade ainda não dita em voz alta.

Deixei que meus personagens falassem por mim.

Talvez escrever seja um pouco disso, organizar sentimentos que ainda são confusos para caber em uma frase. E cada vez que você lê aquela frase, você interpreta o sentimento de maneira diferente. Essa é a grande diversão de ler mais de uma vez um livro.

Deixei marcas em meus livros, que eu fui aos poucos juntando. Em um livro o amor não é uma promessa segura, mas uma escolha. Escolher amar e ficar, mesmo com medo. Escolher tentar novamente, mesmo que você não tenha garantias.

O amor não é um estado de falta de conflitos, mas de responsabilidade emocional.

O amor não apaga traumas, não cura feridas antigas sozinho e não transforma pessoas quebradas em versões perfeitas de si mesmo. O amor caminha junto da gente, mas às vezes é difícil reconhecê-lo, algumas vezes não está lá como nós achamos que está.

Escrever sobre saúde mental foi um passaporte para reflexão. E me orgulho muito disso.

A fragilidade dos personagens veio sem máscara, eles falham e buscam ajuda. Não dá para performar força o tempo todo. A gente não consegue sustentar sozinhos.

Com esses livros eu quis dizer algo simples, mas poderoso: pedir ajuda é um ato de coragem.

Nem toda a dor precisa ser silenciosa, aliás, ninguém deveria sofrer sozinho. Mas também é difícil quando nos sentimos solitários em meio a uma multidão.

Uma das verdade mais honestas é saber que o mor não salva ninguém completamente. Ele não substitui os outros processos internos, nem acelera a cura em nós. O amor não resolve tudo, mas é uma parte desse tudo.

As metáforas que utilizei como mudanças de cidade, de vida, encontros especiais, eles me levam a pensar sobre como é necessário ouvir nossa própria voz. Encarar a si mesmo, às vezes se encontrar é apenas parar de fugir de quem somos.

Essas histórias falam sobre pertencimento, identidade e coragem de encarar quem se é.


TUDO O QUE APRENDI A FALAR EM 2025


  1. Amar não é apenas conforto, mas um verdadeiro ato de coragem;

    Mesmo com medo, amar é uma escolha diária.

  2. Ser forte o tempo todo é cansativo, e ninguém deveria carregar a dor sozinho

    Pedir ajuda é um gesto de amor próprio.

  3. Ninguém cura o outro, mas há aqueles que ficam ao nosso lado durante o processo;

    Não há melhora imediata.

  4. Se encontrar não é se tornar outra pessoa, é se permitir ser quem sempre foi; Amar e existir quanto pessoa LGBT+ é libertador.

  5. Famílias são construídas, e não existe apenas um modelo de família;

    Amor é permanência e os laços que criamos são especiais.

  6. Amar ainda vale a pena!

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Jules Petit

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