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Novo livro, novas descobertas

Atualizado: 4 de abr. de 2025



Você já pensou como um escritor escreve sobre algo que nunca vivenciou? Quando você lê um livro sobre algum advogado, médico, bombeiro, imagina como o escritor se tornou um especialista naquele assunto para escrever algo que soasse tão bem?

É claro que nós não sabemos de tudo, eu digo nós, os escritores. E quando a experiência nos falta? O que fazemos?

A imaginação é um começo, mas não a única certeza. É importante a gente não cair no senso comum e escrever qualquer coisa que passa pela nossa cabeça, embora certos assuntos exijam da gente muita imaginação e licença poética. Como seria escrever um personagem à beira da morte? Como seria o voo de um passarinho? Ou como seria um habitante da lua daqui 3 mil anos?

Para outros assuntos nós recorremos à pesquisa, entrevista, leitura e muita paciência.

Em meu novo livro eu criei um personagem que está passando pelo luto, ele faz terapia e foi diagnosticado com agorafobia. Além disso, o personagem Saul tem uma mãe Ialorixá. Ele segue o Candomblé e eu tinha certeza de que precisava manter a religião nessa história.

O Saul estava há muito tempo guardado na minha cabeça, ainda que naquela época ele não tinha nem nome, e nem plot definido. Mas fui deixando passar o tempo, até amadurecer a ideia.

Eu cresci em uma família católica e, apesar de ter passado por alguns ritos, quando cresci não segui a religião. Eu não acredito em religião, mas alguns dos meus personagens acreditam. E não tem nada mais interessante no meu trabalho, do que criar personagens distintos.

Eu não quero criar o meu reflexo no espelho, ainda que algumas nuances transpareçam, como meus desejos e anseios pela humanidade na criação desses personagens.

Saul é um personagem negro, intenso e maravilhoso. Eu vou me dar ao luxo de me gabar aqui pela minha criação, pois ele evoluiu e ficou muito maior do que eu poderia imaginar.

Ler, estudar, pesquisar, escrever essa história me abriu os olhos, e que delícia é poder ver o mundo com outra lente, com novas possibilidades. O meu contato com o Candomblé foi muito rápido durante a minha infância, mas eu tenho uma lembrança muito forte do cheiro das ervas, e dos doces que comi em uma festa.

Eu sinto que dei mais um passo, junto de Saul, para me arriscar mais e me permitir novas descobertas na escrita.

E eu espero ansioso que os leitores também estejam prontos para vir junto comigo nesse lado da história. Que também possam abrir seus olhos para novas realidades, para outras vivências e crenças.

Eu agradeço a todos que me ajudaram, em especial a Renata, esse privilégio de viver muitas vidas diferentes são para poucas profissões. E eu quero poder contar muitas histórias novas, e aprender sempre com os meus livros.




Livro: Um dueto Para Dois Corações

Sinopse: Após a morte do irmão, Saul sentiu que não poderia mais cantar. A música, que sempre foi parte de sua vida, tornou-se um peso. E por seis anos ele se manteve em silêncio, longe dos palcos e de seus fãs.

Agora, decidido a resgatar a sua identidade, ele encara um novo projeto musical e um desafio pessoal: reencontrar o amor pela arte.

Thiago é um dançarino talentoso e esforçado, disposto a tudo para transformar seu sonho em realidade, ele luta para conquistar seu espaço, enfrentando os desafios de um artista ainda desconhecido.

Quando seus caminhos se cruzam, Saul e Thiago sentem a força de uma conexão inesperada – um encontro que muda tudo.

Mas será que um coração marcado pelas dores do passado pode conseguir encontrar a harmonia necessária para superar os medos e se permitir amar e seguir em frente?

Saul e Thiago descobrem que, às vezes, é preciso coragem para realizar seus sonhos – e lembrar quem realmente somos.


Créditos: FREEPIK

Edição: Jules Petit

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